Esses Últimos Dias

Thiago Ribeiro
01:17 11/4/2010

Muita coisa mudou apesar de estar no mesmo lugar.
A paz aparente não engana mais a ninguém
Malditos demônios da mente a nos atormentar
O que menos se espera é o que mais ti convém
As cartas na mesa já não vencem o jogo
A comida no prato já não mata a fome
Nem a água agora é capaz de apagar o fogo
E talvez eu e você ja não some

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Published in: on Abril 25, 2010 at 1:58 am  Comments (2)  

Just Like Tom Thumb’s Blues [TRADUÇÃO] – Bob Dylan

Exatamente como o Blues de Tom Thumb

Quando se está perdido na chuva em Juarez
E ainda por cima é Páscoa
E sua sensatez falha
E a tristeza não te faz mais forte
Não toque nenhuma melodia
Quando andar derrotado pela Rua Morgue
Eles têm umas garotas famintas por lá
E elas realmente farão um estrago em você

Se você vir Saint Annie
Por favor, diga-lhe “muito obrigado”
Eu não consigo me mover
Meus dedos estão todos contorcidos
E eu não tenho mais força
Pra me levantar e levar um outro tiro
E meu melhor amigo, o médico,
Não me dirá o que é que eu tenho

Doce Melinda
Os plebeus a chamam de Deusa da Melancolia
Ela fala bem Inglês
E ela te convida para subir ao seu quarto
E você é tão gentil
Cuidado, não se entregue ela tão cedo
Ou ela fará sumir sua voz
E te deixará uivando para a lua

Subir o morro da favela
Significa fortuna ou fama
Você precisa escolher entre um ou outro
Embora nenhum deles seja o que realmente eles dizem ser
Se você está procurando manter sua inocência
É melhor você voltar para onde veio
Porque os tiras não precisam de você
E, cara, eles esperam que você não precise deles

Agora todas as autoridades
Apenas ficam circulando e se vangloriando
Como chantagearam o sargento do exército
Para que ele deixasse seu posto
E apanhando Anjos que
Acabaram de chegar por aqui vindos da costa
Que pareciam tão bonitos no início
Mas foram embora parecendo fantasmas

Eu comecei a viagem com burgundy
Mas logo passei pra coisas mais pesadas
Todo mundo disse que me ajudaria
Quando o jogo ficasse violento
Mas a piada era comigo
Não havia ninguém lá para cobrir meu blefe
Eu estou voltando pra Nova York
Realmente acredito que já tive o suficiente

Published in: on Abril 18, 2010 at 4:25 pm  Deixe um Comentário  
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Faça algo por você, amigo: nunca olhe p’ra trás.

Faça algo por você, amigo: nunca olhe p’ra trás.
Sobretudo se isso envolve uma porção de mulheres e casos mal resolvidos.
Nunca olhe p’ra trás.
Nada há a acrescentar ao passado e você estará, no mínimo, desperdiçando a si mesmo.
Por mais que soe estranho agora, nenhuma garota deixada na poeira da estrada – com o dinheiro da passagem de volta e uma fotografia sua – vale mais do que arriscar duas palavras gentis à mulher da mesa ao lado, que insiste em sorrir para você.
O tempo em que vocês dois eram “nós” está fechado lá atrás e aquelas garotas, hoje em dia, pareceriam deslocadas.
Se elas foram boas, elas foram boas ao seu tempo.
Hoje elas não mais valeriam a pena.
A roda nunca pára de girar.
As garotas que se foram no redemoinho de vento são de dois tipos:
Aquelas que permaneceram no mesmo posto de gasolina rio abaixo que você as deixou e é triste perceber como elas não parecem mais impetuosas e loucas como costumavam ser – e pensar que você até escreveu poemas de suicídio para elas.
E aquelas garotas que hoje estão “na melhor”. Você sabe, família e filhos, um casamento convencional e aquela caretice toda. Nesse caso, você se pergunta se entre os afazeres domésticos ela se lembra de um cara que a abandonou a mil milhas atrás.
Como eu disse: de toda forma, inútil.
Aconteça o que acontecer, nunca olhe para trás.
Nunca se arrependa e lembre-se: há sempre uma garota sorrindo na mesa ao lado.

Published in: on Abril 18, 2010 at 2:08 pm  Comments (5)  

Garotas calmas e limpas em vestidos de algodão

Tudo o que eu sempre conheci sempre foram putas, ex-prostitutas,
Loucas. Vejo homens com mulheres calmas e
Gentis – vejo-os nos supermercados,
Caminhando juntos na rua,
Eu os vejo em seus apartamentos: pessoas em
Paz, vivendo juntas. Sei que essa paz
É apenas parcial, mas
Existe paz, muitas horas e dias de paz.

Tudo o que eu sempre conheci foram boleteiras, alcoólatras,
Putas, ex-prostitutas, loucas.

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Published in: on Abril 11, 2010 at 9:18 pm  Comments (3)  
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