Se vai tentar, siga em frente

Senão, nem começe!
Isso pode significar perder namoradas
esposas, família, trabalho…e talvez a cabeça.

Pode significar ficar sem comer por dias,
Pode significar congelar em um parque,
Pode significar cadeia,
Pode significar caçoadas, desolação…

A desolação é o presente
O resto é uma prova de sua paciência,
do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar do menosprezo
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar.

Se vai tentar,
Vá em frente.
Não há outro sentimento como este
Ficará sozinho com os Deuses
E as noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única coisa que vale a pena.

– Charles Bukowski

Ao som de Thunder Road – Bruce Springsteen

Published in: on Abril 26, 2011 at 11:53 pm  Comments (1)  
Tags: ,

Sim! Sou um Bastardo Arrogante Egoísta

No teu olhar vou mergulhar, navegar naquilo que chamam de paixão louca e insana.

Despertando aquilo que muitos pensam e dizem ser O Amor. Não fique espantada se no fim você ficar pensando igual a eles.

Ah! Não adianta se policiar, pois irei sussurrar sentimentos ao pé do teu ouvido.

Ah! Não pense em escapar, porque tudo que for dito entrará na tua mente, fazendo teu coração bater mais forte, em cada sílaba, em cada palavra, ditando a tua respiração ofegante.

Palavras que vão fazer você perder o sono, palavras que vão fazer você lembrar de mim quando a minha ausência estiver presente.

E não pense que tenho planos para ficar, acredite, por favor acredite.

Sou um Bastardo Arrogante Egoísta que está fazendo o mesmo com a garota que está ao teu lado.

Não adianta olhar, procurar. Pois você não encontrará, não enxergará a minha leviandade, porque os teus olhos vão sempre enxergar a mentira inventada e imposta pelos meus lábios.

Não! não estou sentindo o que te falo.

Não! Nada do que faço para seduzir teus sentimentos tolos e inocentes condizem com as minhas reais intenções.

É tudo mentira! Uma mentira… Mentira?

O que você tem é apenas um reflexo borrado do que um dia já fui, do que já fui para alguém.

Aquilo que escutastes, aquilo que fez teu coração saltar do peito todas as vezes que meus dedos tocavam a tua nuca, já foi dito. Não com as mesmas palavras, mas com intenções sinceras para um outro alguém.

Mas, o que você tem aqui, é só o que ficou… Na verdade serei sincero contigo ao menos uma vez desde que te vi, aqui não ficou nada,
ela levou tudo. E tenha a certeza de que ela não faz a mínima ideia do que levou.

*Postado ao som de What Is This Love – Blue Rodeo

Às 3:14 da manhã‏

Bem, o teu relogio parou às 3:14 da manhã. O sol ainda não saiu, talvez sejam 4 horas ou algo assim…
Com certeza ela não está pensando em você como você está pensando nela.
Fora isso, só outro pensamento deve ecoar na tua mente:
“Sair numa longa e vazia estrada para o leste.”

Por quê o leste? Você sabe que não é o ouro do oeste americano que procuramos.
O que procuras é a solução da tua insonia e o motivo que te fez quebrar o teu relógio.
Meu amigo, você sabe do que estou falando. Então, vamos! Pegue a chave, Pegue!

Aqui está você no carro, mais uma vez, se tornou uma ótima fuga, correr, correr e correr.
Não achas estranho como a gasolina e o álcool são otimos ilusionistas? Porquê eu acho, aliás; sempre achei.
Sabe, às vezes o ronco do motor se torna uma canção forte que invade o peito e nos faz mais fortes.
Assim como o álcool te faz esquecer, ou pelo menos eles te fazem achar isso.

E seus pensamentos logo começam a vagar, como eles sempre fazem. Sempre te traem não é? Eu sei, eu sei… Sempre vejo quando isso acontece.
Quando você se vé preso nas lembranças da garota que conheceu e não quis continuar.
Você está ocupado com a correria insana do dia-a-dia, com os amigos, com alguém… Mas mesmo assim, eles te levam a ela.

Bom. Hora de voltar. A velocidade parou de ter efeito. Vamos tentar a segunda opção?

Isto, é exatamente sobre isto que estou falando, Meu Garoto.

A morte está fumando meus charutos

[extraído do livro The Last Night of the Earth Poems (1992), Black Sparrow Press]

sabe como é: estou aqui mais uma vez
bêbado
ouvindo Tchaikovsky
no rádio.
Jesus, eu o ouvi há 47 anos
atrás
quando eu era um escritor que passava fome
e aqui está ele
novamente
e agora faço um pouco de sucesso como
escritor
e a morte está andando
para cima e para baixo
neste quarto
fumando meus charutos
tomando tragos do meu
vinho
enquanto Tchaik toca ininterruptamente
a Pathétique,
tem sido uma jornada e tanto
e qualquer sorte que tive foi
porque rolei o dado
direito:
passei fome pela minha arte, passei fome para
ganhar malditos 5 minutos, 5 horas,
5 dias—
eu só queria
escrever;
fama, dinheiro, não importava:
eu queria escrever
e eles me queriam em uma puncionadeira,
na linha de montagem de uma fábrica
queriam que eu trabalhasse no estoque em uma
loja de departamentos.

bem, diz a morte, enquanto caminha,
eu vou te pegar de qualquer maneira
não importa o que você tenha sido:
escritor, motorista de táxi, cafetão,açougueiro,
pára-quedista, eu vou te
pegar…

tudo bem querida, digo a ela.

nós bebemos juntos agora
enquanto uma da manhã transforma-se em
duas da manhã e
somente ela sabe o
momento, mas eu a
trapaceei: consegui meus
malditos 5 minutos
e muito
mais.

Charles Bukowski

Published in: on Abril 10, 2011 at 3:20 am  Comments (1)  
Tags: , , , ,

Drink ao Cotidiano Cor-de-Merda

Carmelita hold me tighter
I think I’m sinking down
And I’m all strung out on heroin
On the outskirts of town

Em outro lugar desse blog, já se disse que beber é algo emocional, arranca você do asilo dos loucos e faz com que renasça inúmeras vezes.

Isso parece legal.

Faz com que tudo o que você escreva pareça charmoso e romântico.

Algumas garotas adoram.

É como o Álvares de Azevedo sem o fetiche escroto por falecidas ou um Henry Charles Bukowski Jr. bem apessoado e levemente suportável.

É isso que parece no papel.

Na vida real, baby, não é bem assim. (mais…)

The Three Billy Goats Gruff

Norway

Once upon a time there were three billy goats, who were to go up to the hillside to make themselves fat, and the name of all three was “Gruff.”

On the way up was a bridge over a cascading stream they had to cross; and under the bridge lived a great ugly troll , with eyes as big as saucers, and a nose as long as a poker.

So first of all came the youngest Billy Goat Gruff to cross the bridge.

“Trip, trap, trip, trap! ” went the bridge.

“Who’s that tripping over my bridge?” roared the troll . (mais…)