Prequel

E aqui estamos novamente, meu velho amigo. No mesmo lugar, com as mesmas expressões cansadas e nas mesmas condições de outrora.
Olhando para o calendário, notamos que pouco tempo se passou. Porém, olhando um para o outro, sabemos que ambos beiramos a eternidade até esse novo encontro. As cicatrizes não mentem.  Elas passam despercebidas para muitos… Mas não para nós, meu velho.
Vamos brindar em nome das pessoas que partem e desejar o melhor a elas. Que consigam encontrar sua própria singularidade nesse mundo avulso e que guardem o melhor de nós numa bela caixa de memórias.
E por fim, vamos beber em nome deste lugar e deste encontro. Pois sabemos, meu velho, não importando o desfecho, que sempre encontraremos uma face amiga aguardando nosso retorno.
Saúde! Que Pagliacci chore por nós!

Ao som de Shape Of My Heart – Sting

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Published in: on Dezembro 8, 2011 at 10:28 pm  Deixe um Comentário  
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SEPARAÇÃO

Este blog falou muito sobre separação.
(v. Blood on The Tracks)
E isso não foi honesto com todos os relacionamentos.
Foi honesto só com o que sentíamos.
Isso durou algum tempo – tempo demais, digo agora.
Depois passou. Como toda separação sempre passa.
Faça-me um favor: olhe suas fotos antes desse relacionamento.
(E por “relacionamento” entenda-se namoro, noivado, casamento ou o caralho)
Como foi?
Ah, eu sei, você estava feliz sorrindo e solteiro (a).
A primavera floria.
Flor-de-maio estava tão linda e ainda não era abril.
Onze-horas sem vergonha estava por todo lado.
Beija-flor apaixonado por todo dia vinha beijar
E contar os botões que ainda tinha pra abrir e partir…
Era bom, não?
E por que um (a) filho (a) da puta escroto (a) merece mudar isso?
É como se você nunca pudesse dar RESET na sua vida.
Acredite em mim (mesmo que você nem me conheça), você pode!
Acabar tudo e começar de novo é uma prerrogativa do ser humano.
É aquela coisa de “busca pela felicidade”, sabe?
Que entre nós se chama “dignidade da pessoa humana”.
Então, tudo se resume a começar de novo em busca da felicidade com dignidade.
Se você pode fazer isso, então nenhuma separação pode ser tão dolorosa.
Dói.
Mas vai passar.
Eu prometo.

Postado ao som de Olhos de Jardineiro – Zé Geraldo

Published in: on Dezembro 4, 2011 at 11:58 am  Comments (5)  
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