ALIMENTOS ENLATADOS S.A.

 Nunca mais você grudada no meu pau, natural como uma rês no gancho do açougueiro. Nunca mais duas lágrimas por uma trepada abrupta na parte traseira. Meu poder sobre você se dilui como os miolos de qualquer um na máquina de moer (meu quarto é escuro como a memória de um morto)

É duro para mim porque eu adoro todas as coisas que os filósofos odeiam e as empregadas temem, e você é uma empregada: mulher perfeita para comprar aspirina num terrível amanhecer de inverno e limpar até a última gota de vômito, certamente você vai apodrecer assim (ha, ha, ha). Ai, só dóis quando não rio.

Claro que lá fora as pessoas desaparecem sem deixar rastro mas ninguém pensa que as suas pegadas não levam a lugar nenhum porque são frias como a privada de um motel à meia-noite. Ninguém pensa em incluir meu nome entre as vítimas do massacre, ninguém pensa porque todo mundo é filósofo ou empregada, que desgraça!

Isto não está no Relatório Hite, não é o tipo de coisa em que as pessoas gostem de pensar nos hipódromos. É apenas uma pilhas cuecas sujas e não tem importância, a menos que você persiga no ar uma bala perdida, a menos que o tenham chutado para fora do último bar e você ainda queira pagar outra rodada.

— Efraim Medina Reyes – Pistoleiros / Putas e Dementes.

Postado do som de A Man Needs A Maid – Neil Young

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