A MÁSCARA

Eu sei que há muito pranto na existência,
Dores que ferem corações de pedra,
E onde a vida borbulha e o sangue medra,
Aí existe a mágoa em sua essência.

No delírio, porém, da febre ardente
Da ventura fugaz e transitória
O peito rompe a capa tormentória
Para sorrindo palpitar contente.

Assim a turba inconsciente passa,
Muitos que esgotam do prazer a taça
Sentem no peito a dor indefinida.

E entre a mágoa que a másc’ra eterna apouca
A Humanidade ri-se e ri-se louca
No carnaval intérmino da vida.

Postado ao som de Marcha do Diabo – Velhas Virgens

Published in: on Fevereiro 17, 2012 at 11:02 am  Comments (4)  
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4 comentáriosDeixe um comentário

  1. Achei que estava lendo o blog errado quando não li “buceta” em nenhum lugar do texto…
    😛

    • “Buceta” será durante o carnaval.

      • fato!

      • 🙂


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